Não é toda família que possui condições para oferecer cuidados DIÁRIOS a pessoa da terceira idade. Muitas vezes, por conta própria, os idosos preferem ir para um asilo na intenção de não incomodar parentes. E aí entram as Instituições de Longa Permanência.
A sociedade e a família, mais especificamente, tentam justificar a internação
dos idosos pela necessidade de cuidá-los adequadamente. Da parte do Poder Público, o discurso aparente é o da intenção de protegê-los para evitar que sofram maus tratos. Todavia, por melhores que sejam as condições da instituição não é possível evitar que sejam submetidos a sofrimentos, pois sua condição de interno já se configura por si só motivo para profundas angústias. Uma vez que estejam fora da esfera produtiva tornam-se inúteis e socialmente inoportunos; para a família ao demandarem maior quantidade de atenção e cuidados, tornam-se estorvo e fonte de despesas adicionais.
Segundo Haddad (1993), o fim da vida é um fenômeno que evidencia a reprodução e ampliação das desigualdades sociais.
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